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A FAMÍLIA PODE AJUDAR
O papel da família é fundamental na recuperação de um depressivo. Os familiares devem estar conscientes de que os comportamentos são originários de uma doença, e não de uma fraqueza moral, vadiagem ou inércia. Por ser doença, a depressão pode e deve ser tratada. A melhora não depende diretamente da família, mas ela pode ajudar: |
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- Tente manter um relacionamento normal com o doente.
- Reconheça que a pessoa está sofrendo.
- Não espere que a pessoa melhore repentinamente.
- Demonstre afeição, ofereça palavras reconfortantes e faça elogios.
- Ajude a pessoa a procurar tratamento. Se achar necessário, acompanhe-a em suas consultas.
- Não deixe que a pessoa falte a suas consultas médicas nem esqueça de tomar a medicação na hora certa.
- Mostre que você respeita e valoriza a pessoa.
- Depressão não é preguiça, falta de caráter ou de vontade. Não adianta pedir ao paciente que reaja.
- Ofereça-se para fazer pequenas obrigações, como levar o cachorro para passar, lavar louça ou cozinhar. Lembre-se que a pessoa não está sendo preguiçosa por não fazer esse tipo de coisa. No auge da depressão, até levantar da cama se torna uma tarefa difícil. |
- Ajude a pessoa a manter-se ocupada, um integrante ativo da família.
- Convide a pessoa para um passeio, um filme ou qualquer atividade que ela costumava gostar.
- Aprenda sobre a doença. Quanto mais souber, mais poderá ajudar. Informação é poder e compreensão.
- Atitudes paliativas como vitaminas, viagens e presentes não curam a doença.
- Não critique, atormente ou censure a pessoa por seu comportamento deprimido.
- Leve a sério conversas, ameaças ou tentativas de suicídio. Informe o fato imediatamente ao médico ou ao profissional responsável. Fale com clareza e sem medo com o paciente sobre as idéias de se matar.
- Entenda que o antidepressivo mais caro não é, necessariamente, o melhor. O doente terá de buscar com o psiquiatra a melhor medicação para o seu caso. |